Seu filho é agitado ou tem TDAH? A diferença que muda tudo

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Você já recebeu um bilhetinho da escola dizendo que seu filho é "agitado demais"? Ou percebeu que ele começa várias atividades mas não consegue terminar nenhuma? Esses podem ser sinais de TDAH — e entender o que está por trás desse comportamento pode transformar completamente a relação da sua família.

O que está acontecendo no cérebro do seu filho

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a regulação da atenção, o impulso e, em alguns casos, o nível de atividade motora. Ele não é frescura, preguiça ou falta de disciplina — é uma questão neurológica real, com base científica sólida.

O TDAH é um dos transtornos mais comuns na infância, afetando cerca de 5% a 8% das crianças em todo o mundo. Muitos casos continuam na adolescência e na vida adulta.

Como identificar o TDAH na rotina do dia a dia

O TDAH pode se apresentar de três formas principais:

  • Predominantemente desatento: dificuldade para manter o foco, esquecer tarefas, perder objetos com frequência, parece "estar no mundo da lua".
  • Predominantemente hiperativo-impulsivo: dificuldade em ficar parado, fala muito, interrompe conversas, age sem pensar nas consequências.
  • Combinado: apresenta sintomas das duas categorias acima.
O TDAH afeta entre 5% e 8% das crianças em idade escolar. Em uma sala de 30 alunos, é provável que 2 tenham o transtorno — muitas vezes sem diagnóstico, carregando o rótulo de "bagunceiro" ou "desatento".

Por que a escola reclama, mas você mal reconhece esse comportamento em casa

Na escola, os desafios são muitos. A criança com TDAH pode ter dificuldade para seguir instruções longas, copiar do quadro, esperar sua vez e concluir tarefas. Isso frequentemente é interpretado como desinteresse ou má vontade — tanto pelos professores quanto pelos próprios pais.

Com o tempo, esses julgamentos afetam a autoestima da criança. Ela começa a acreditar que é "burra" ou "incapaz", quando na verdade o que precisa é de um ambiente adequado e do suporte certo.

O que fazer quando você suspeita que é TDAH

  1. Busque avaliação profissional: o diagnóstico é feito por psicólogo, psiquiatra ou neuropediatra, a partir de entrevistas, questionários e observação do comportamento.
  2. Converse com a escola: professores são parceiros importantes nesse processo. Juntos, vocês podem criar estratégias adaptadas.
  3. Inicie o acompanhamento psicológico: a psicoterapia ajuda a criança a desenvolver estratégias de autorregulação, autoestima e habilidades sociais.
  4. Considere a orientação parental: entender o TDAH e saber como responder aos comportamentos do seu filho faz uma diferença enorme em casa.

Existe tratamento? Sim — e ele funciona

O TDAH não tem cura no sentido clássico, mas tem tratamento eficaz. Com acompanhamento adequado — que pode incluir psicoterapia, psicopedagogia e, em alguns casos, medicação indicada por médico —, crianças e adolescentes com TDAH conseguem ter uma vida plena, com bom desempenho escolar e relações saudáveis.

O mais importante é que você saiba: não está sozinho nessa jornada. E o seu filho não precisa enfrentar isso sem suporte.

Tem dúvidas sobre o TDAH do seu filho?

Entre em contato comigo. Posso ajudar com avaliação, orientação e acompanhamento especializado.

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